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domingo, 26 de junho de 2011

Invasão cultural

Os dois lados da democracia


Alienação

Disney, a serviço do FBI

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/disney_a_servico_do_fbi.html

O criador de Mickey Mouse combateu os sindicatos, era amigo íntimo de Edgar Hoover, o chefão da polícia federal americana, e participou ativamente da cruzada macarthista



por Aymar du Chatenet
O artista denunciou seus funcionários e perseguiu celebridades com o apoio do Senado americano
Walt Disney não foi apenas o pai de Mickey e Donald, o produtor de Branca de Neve, Bambi, Dumbo e Pinóquio e o genial inventor da Disneylândia. Durante 26 anos, de 1940 a 1966, o artista forneceu aos agentes do governo americano relatórios sobre atividades consideradas subversivas das estrelas de Hollywood, dos sindicatos de técnicos e das associações de artistas, roteiristas, produtores e escritores.

A atuação de Disney como informante do FBI, o Federal Bureau of Investigation, foi divulgada inicialmente pelo escritor Marc Eliot em O príncipe sombrio de Hollywood (Ed. Marco Zero). A biografia, classificada como “não autorizada” pela imprensa americana, traz uma análise de 470 páginas de informações produzidas pelo próprio órgão estatal. Para acessar o dossiê, Eliot recorreu ao Freedom of Information Act, um dispositivo legal que autoriza qualquer cidadão americano a ter acesso aos arquivos de uma administração. O material não está completo: faltam 100 páginas e muitas das recebidas pelo autor foram escurecidas, para garantir o anonimato de informantes ou de pessoas colocadas sob suspeita por Disney.

Segundo os dados obtidos, a parceria começou em 1940, quando o artista tinha 39 anos. Nessa época, o poderoso e temido chefe do FBI, John Edgar Hoover, colecionador inveterado de segredos de alcova, assuntos de família e fofocas de todo tipo, se propôs a ajudar Disney na busca por sua árvore genealógica. O assunto era um tormento para o animador desde a adolescência, quando descobriu que não possuía certidão de nascimento. Acreditando ser adotado, ele fez inúmeras pesquisas para encontrar suas origens, todas sem resultado. A oferta do FBI era uma ótima oportunidade para finalmente atingir seu objetivo. Em troca do esforço dos agentes, Disney tornou-se informante e manteve uma relação quase filial com Hoover.
O acordo, imediatamente colocado em prática, levou dois investigadores americanos à cidade de Mojacar, na Espanha, em busca do atestado de nascimento. Eles encontraram o registro de uma criança, nascida por volta de 1890, cuja mãe teria sido Isabel Zamora Ascencio.

O pai, um notável chamado José Guirao, era casado com outra mulher e não assumiu a relação com a amante. Após sua morte, a señorita Zamora teria embarcado para a América e Disney seria, na verdade, o pequeno José, nome de batismo do bebê espanhol. Pura especulação, as informações foram habilmente utilizadas por Hoover para manter estreitos laços com o cineasta.

Aprendizado causa expansão cerebral

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/expansao_cerebral.html

Massa cinzenta aumenta até quando o conhecimento é adquirido em pouco tempo


Com frequência pessoas mais velhas acreditam que é difícil aprender algo novo, devido à idade. Porém, um trabalho publicado pelo Proceedings of the National Academy of Sciences demonstra que o cérebro humano adulto é capaz de crescer rapidamente quando exposto a aprendizado similar ao de bebês e crianças pequenas. A responsável pela descoberta é a pesquisadora Verônica Kwok, da Universidade de Hong Kong, na China. Em parceria com outros pesquisadores, a cientista apresentou cartões coloridos (com diferentes tons de verde e azul) a 19 voluntários adultos. A cada cartão foi atribuído um novo nome, e os participantes foram orientados a aceitar essas cores como verdadeiras, passando por “aulas” que duraram menos de duas horas, distribuídas em três dias. Após o condicionamento, o cérebro dos participantes foi analisado por meio de imagens de ressonância realizadas antes e depois do experimento. Resultado: a massa cinzenta havia aumentado. Porém, não ficou claro se a expansão surgiu de novas formações neurais ou se eram simplesmente ramificações dos neurônios já existentes. Estudos anteriores já relacionavam aumento cerebral com aprendizado, mas nunca em um período tão curto. Os cientistas acreditam que a chave da descoberta possa estar na percepção e diferenciação de nomes, algo bem mais complexo que simplesmente decorar uma lista de palavras.